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Biofeedback - FrequĂȘncia de Variabilidade CardĂ­aca (FVC)

  • Foto do escritor: Marilene Simioni
    Marilene Simioni
  • 13 de abr. de 2020
  • 5 min de leitura


FreqĂȘncia da Variabilidade cardĂ­aca (FVC) Biofeedback : FreqĂŒĂȘncia da Variabilidade

CardĂ­aca ( FVC) : permiti aos pacientes desenvolver a capacidade auto regulação. Envolve o retorno imediato da informação atravĂ©s de aparelhos sensĂłrios eletrĂŽnicos, sobre processos fisiolĂłgicos (frequĂȘncia cardĂ­aca, O mĂ©todo permite Ă  pessoa voluntariamente regular suas reaçÔes fisiolĂłgicas e emocionais.. Todos os processos fisiolĂłgicos podem ser controlados atravĂ©s do uso de Biofeedback

O treinamento inclui diferentes mĂ©todos de conscientização e relaxamento, como, por exemplo, tĂ©cnicas respiratĂłrias, O termo treino por Biofeedback entrou em uso, por volta de 1969 , quando demonstrou ser uma ferramenta Ăștil no ensino e aprendizado de processos de auto regulação que envolvem treinamento. O termo Ă© formado pelo radical 'bio' (vida) e 'feedback' (retorno de informação). O Biofeedback, que tambĂ©m Ă© descrito como "mĂ©todo de treinamento psicofisiolĂłgica por meio de equipamentos eletrĂŽnicos", Ă© uma ferramenta utilizada na pesquisa, treinamento e tratamento clĂ­nico de profissionais de instituiçÔes de referĂȘncia mundial, quase que em toda a totalidade. Aspetos como o stress , padrĂ”es de ondas cerebrais, respiração, batimentos cardĂ­acos, tensĂŁo muscular, fluxo sanguĂ­neo, temperatura, entre outros, sĂŁo captados e filtrados. As amostras sĂŁo convertidas e transmitidas ao paciente, em tempo real, por meio de equipamentos que treinam estes padrĂ”es. Em ambientes clĂ­nicos, esses e outros processos de auto regulação adquiridos, atravĂ©s do treinamento em Biofeedback, podem ser usados para reduzir ou eliminar sintomas de desordens orgĂąnicas ou relacionadas ao stress, para recuperar funçÔes musculares e reduzir a dor resultante de um ferimento ou doença. Pode ser usada como modalidade terapĂȘutica principal ou associada com outras intervençÔes terapĂȘuticas, tais como: aconselhamento de estilo de vida, treinamento em dessensibilização, reestruturação cognitiva ou psicoterapia. Gradualmente, o treino por Biofeedback desenvolveu-se em um poderoso procedimento terapĂȘutico. Em ambientes educacionais e empresariais, o treino por Biofeedback Ă© uma ferramenta para o desenvolvimento de relaxamento profundo e gestĂŁo do stress, processos que sĂŁo importantes na prevenção das doenças relacionadas ao stress. Em todas as aplicaçÔes, a meta do treinamento em Biofeedback Ă© a auto regulação, isto Ă©, a aprendizagem de como controlar tanto os processos fĂ­sicos quanto os mentais, para um funcionamento melhor e mais saudĂĄvel.


AtravĂ©s dos treinos os pacientes aprendem a reduzir o stress e adquirir o equilĂ­brio emocional. A redução do estresse atravĂ©s do desenvolvimento deste processo cientĂ­fico e tecnologia avançada permite que vocĂȘ: ‱ Seja menos reativo, comece a pensar claramentee a tomar boas decisĂ”es, especialmente sob pressĂŁo. ‱ Melhorar a saĂșde, resistĂȘncia e bem-estar; manter o equilĂ­brio pessoal e evitar o stress e burnout.(SĂ­ndrome de Burnout Ă© um distĂșrbio psĂ­quico de carĂĄter depressivo, precedido de esgotamento fĂ­sico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(
) um estado de esgotamento fĂ­sico e mental cuja causa estĂĄ intimamente ligada Ă  vida profissional". ‱ Maximize a criatividade e inovação. ‱ Aumente o desempenho e inteligĂȘncia geral. ‱ Ritmos cardĂ­acos adequadospodendo alcançar uma boa a zona de desempenho (fora da zona de esforço). ‱ Transformar a resposta fisiolĂłgica do estresse em reequilĂ­brio de corpo - mente e emoçÔes desenvolvendo melhor as ĂĄreas do intelecto, criatividade, a capacidade de tomada de decisĂŁo e habilidades de comunicação.


O equilĂ­brio da frequĂȘncia da variabilidade cardĂ­aca melhora o bem-estar e facilitar o crescimento pessoal, baseada em aprender a mudar seu padrĂŁo de ritmo cardĂ­aco para criar coerĂȘncia; um estado cientificamente mensurĂĄvel caracterizada por aumento da ordem e harmonia em nossos processos psicolĂłgicos e O paciente atravĂ©s dos treinos com o Biofeedback FVC aprende a controlar sua fisiologia atravĂ©s da respiração, juntamente com seus ritmos do coração e com foco em emoçÔes positivas. Essa tecnologia avançada coleta dados de pulso e traduz as informaçÔes de seus ritmos cardĂ­acos em grĂĄficos no computador. Como vocĂȘ se concentrar em uma emoção positiva e respira junto com seus ritmos do coração, vocĂȘ vai ver os grĂĄficos e as luzes mudar para refletir seu nĂ­vel de coerĂȘncia. Com os exercĂ­cios semanais e consecutivos o paciente poderĂĄ aumentar a sua capacidade para assumir o comando de suas reaçÔes emocionais. Sua saĂșde, sono, relacionamentos e qualidade de vida tende a melhorar.

Os treinamentos são efetuados através de um programa de software e hardware coleta dados de pulso através de um sensor de orelha ou um dedo que se conecta ao computador. O programa traduz a informação de seus ritmos cardíacos em gråficos exibidos na tela do computador dando o feedback do ritmo cardíaco que esta sendo trabalhado.


Os treinos podem ser efetuados atravĂ©s de eletrodos colocados na orelha ou nos dedos. Estes captam a frequĂȘncia cardĂ­aca que Ă© direcionada para o computador e este atravĂ©s dos jogos e do feedback facilita o desempenhos dos treinos desenvolvendo o equilĂ­brio.










Como Ă© feito os treinos FVC: AtravĂ©s de jogos e ou imagens o paciente inicia os treinos abrindo telas no computador avançando os nĂ­veis para obter o controle da frequĂȘncia cardĂ­aca. Cada game ou estimulo visualtem nĂ­veis que deverĂŁo ser a tingidos para o bom desempenho do treino FVC, sĂŁo agradĂĄveis e de fĂĄcil utilização.




Durante os treino podemos obter as planilhas do desenvolvimento dos exercĂ­cios que estĂŁo sendo executados.









CoerĂȘncia Cardiaca -Variabilidade da Frequencia Cardiaca: Entre as medidas de atividade cardĂ­aca, ultimamente tem se destacado a variabilidade da frequĂȘncia cardĂ­aca (VFC ou HRV, heart rate variability) como uma avaliação significativa relacionada ao sistema nervoso autĂŽnomo e mortalidade cardiovascular, e tem se apresentado como importante marcador da atividade do sistema nervoso autĂŽnomo SNA . É definida como a variação medida entre o tempo transcorrido entre duas ondas R’s, ou seja, entre RR sucessivos (2). No eletrocardiograma, o batimento cardĂ­aco apresenta um pico gerado pela despolarização atrial (contração dos ĂĄtrios) chamado de onda P, um complexo de despolarização ventricular (contração dos ventrĂ­culos) conhecido como complexo QRS e finalmente a despolarização do ventricular (relaxamento dos ventrĂ­culos), como onda T. Devido Ă  massa dos ventrĂ­culos serem maiores que a dos ĂĄtrios, a distĂąncia entre picos R’s de complexos QRS consecutivos Ă© facilmente medido. A frequĂȘncia cardĂ­aca instantĂąnea pode ser estabelecida como o intervalo entre dois picos R’s consecutivos, conhecido com intervalo RR. A variabilidade da frequĂȘncia cardĂ­aca Ă©, portanto, a variação encontrada nos intervalos de tempo decorridos entre os picos RR em uma sĂ©rie de medias realizada no domĂ­nio do tempo.Numa sequĂȘncia de eventos cientĂ­ficos importantes se deram os principais marcos histĂłricos ocorridos no desenvolvimento da VFC. Em 1965, estudando a VFC em gestantes durante o parto, Hon e Lee verificaram que a angĂșstia fetal era precedida por alteraçÔes nos intervalos RR do feto antes que uma alteração apreciĂĄvel na sua frequĂȘncia cardĂ­aca. Sayers e seus colaboradores, em 1976, demostraram a existĂȘncia de ritmos fisiolĂłgicos embutidos na frequĂȘncia de sinal de batimento a batimento cardĂ­aco (intervalos RR). Em 1978, Wolf fez a associação de maior risco de mortalidade pĂłs infarto em pacientes que apresentavam VFC reduzida. Akselrod e sua equipe, em 1981, fizeram a introdução quantitativa da AnĂĄlise Espectral de Energia (PDS) das flutuaçÔes de frequĂȘncia cardĂ­aca. Pomeranz, em 1985, fez a avaliação da função autonĂŽmica em humanos por meio de anĂĄlise espectral da frequĂȘncia cardĂ­aca. Por meio dessa tĂ©cnica Ă© possĂ­vel monitorar a atividade autonĂŽmica de forma nĂŁo invasiva e em tempo real. Ewing e colaboradores, em 1985, demostraram as diferenças de curto prazo medido pelo intervalo RR com auxiliar para detectar neuropatia autonĂŽmica em pacientes diabĂ©ticos Em 1996, foi criado um Task Force para estabelecer padrĂ”es de medida, interpretação fisiolĂłgica e uso clĂ­nico da VFC Existem dois mĂ©todos lineares de medida da VFC: domĂ­nio do tempo e domĂ­nio da frequĂȘncia. No domĂ­nio do tempo calcula-se o valor mĂ©dio de RR (ou NN, normal),o desvio padrĂŁo de uma sĂ©rie de NN (SDNN), variĂąncia entre outros parĂąmetros. No segundo mĂ©todo, domĂ­nio da frequĂȘncia, mostra como a variĂąncia(potĂȘncia) se distribui em função da frequĂȘncia. Para tal, usam-se algoritmos matemĂĄticos nĂŁo paramĂ©tricos, sendo mais usada a Transformada RĂĄpida de Fourier (FFT). Outros mĂ©todos paramĂ©tricos e nĂŁo lineares sĂŁo encontrados na literatura. Uma breve revisĂŁo na literatura cientĂ­fica sobre Biofeedback cardiovascular e coerĂȘncia cardĂ­aca demostra o amplo espectro de aplicaçÔes e resultados em diversos estados

Textos originais:

https://julyneuro.wordpress.com

www.nptronics.com.br/biblioteca-virtual-1/

 
 
 
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